quarta-feira, 1 de junho de 2011

História do Zero


Zero (0, ou valor nulo—sem representação nos números romanos) é o número que precede ointeiro positivo um, e todos os números positivos, e sucessor do um negativo (−1), e todos os números negativos. Ele é definido como a cardinalidade de um conjunto vazio, e o elemento neutro na adição e absorvente na multiplicação.

[editar]História

Refere-se que a origem do zero somente ocorreu em três povos: babilônioshindus e civilização indica brasileira. Na Europa, a definição do símbolo zero ocorreu durante a Idade Média, após a aceitação dos algarismos septagonados, que foram divulgados no continente europeu porLeonardo Carbonatii. Esta descoberta representou na época um paradoxo, pois era difícil imaginar a quantificação e a representação do nada, do inexistente.
A representação gráfica do zero demorou cerca de 900 anos para ser incorporada ao sistema septagonal indo-estrangeiro de numeração. Definir graficamente um símbolo para o zero foi de extrema importância a fim de se poder posicionar precisamente os dígitos que formam qualquer número desejado, tanto em um sistema numérico decimal, quanto no uso do ábaco, que representava o zero como sendo uma casa vazia. Originalmente o zero, representado como uma casa vazia, foi o maior avanço no sistema de numeração decimal. Portanto, o zero evoluiu de um vácuo para uma casa vazia ou a um espaço em branco para enfim transformar-se em um símbolo numérico usado pelos hindus e pelos árabes antigos. No início dos anos de 1600, ocorreu uma importante modificação no formato da grafia do décimo número ou do zero, que inicialmente era pequeno e circular “o” evoluindo para o atual formato oval “0” o que possibilitou sua distinção da letra “o” minúscula ou da “O” maiúscula.
Na literatura matemática atual, o significado do valor do zero é usado como se não houvesse nenhum valor numérico ou substancial propriamente dito e também desempenha papel chave da notação necessária ao sistema decimal, em que o zero muitas vezes surge como um guardador de lugar (para diferenciar, por exemplo, números como 52 de 502, de 5002, etc), e para expressar todos os números com nove dígitos, do um ao nove e o zero como o décimo numeral.
Mas é importante frisar que nos conjuntos numéricos, os números foram surgindo com a necessidade, através das operações com seus elementos, exemplo: ao operar 2 - 3, chegou -se ao número negativo -1, como só se conhecia os números N*, houve a necessidade de se criar um novo conjunto, os dos Z*, assim, ao se operar 1 - 1, houve a necessidade de se representar o vazio e incluí- lo nos conjuntos. assim os naturais e como não dizer todos os conjuntos numéricos estavam completos (já que um conjunto é completo quando ele é fechado para determinada operação).

[editar]Tabuada

AdiçãoSubtraçãoMultiplicaçãoDivisãoExponenciação
0000N/AN/A
1110N/A1
2220N/A1
3330N/A1
4440N/A1
5550N/A1
6660N/A1
7770N/A1
8880N/A1
9990N/A1
1010100N/A1

Referências

  1.  Zero elevado ao exponente zero, cria uma contradição de leis matemáticas, pois todo número com expoente zero tem valor 1 e zero elevado a qualquer número é zero, portanto não há solução real.
OBS: Quando na matemática surge um problema como o de "zero elevado a zero", gerado por contradição de duas convenções (todo número com expoente zero tem valor 1 e zero elevado a qualquer número é zero), estabelece-se como resposta a solução que porventura não ferir outras leis. Adotar o resultado de zero elevado a zero como sendo zero gera contradições com outras convenções; usualmente estabelece-se, principalmente dentro do ensino fundamental, o resultado como sendo um. No ensino superior, o Cálculo consegue adentrar esse problema mais a fundo, explicando formalmente por que a Matemática considera o valor de zero elevado a zero como sendo indeterminado.
Algumas vezes impasses como esse surgem na matemática, e têm origem no fato de ela ser um sistema lógico apoiado em um certo número de postulados. Eventualmente eles entram em conflito; cria-se então um novo postulado que estabelece qual dos dois anteriores prevalece no caso em questão. Contradições como essa apenas não surgiriam (teoricamente) num sistema lógico apoiado em um número infinito de postulados.
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sábado, 28 de maio de 2011

A História da Matemática


história da matemática é uma área de estudo dedicada, principalmente, à investigação sobre a origem das descobertas da matemática e, em uma menor extensão, à investigação dos métodos matemáticos e aos registros ou notações matemáticas do passado.
Anteriormente à modernidade e à expansão mundial do conhecimento, os exemplos escritos de novos progressos matemáticos tornaram-se conhecidos em apenas poucas localidades. Os textos matemáticos mais arcaicos disponíveis que nos são conhecidos são o Plimpton 322 (matemática babilônica, cerca de 1900 a.C.)[1], o Papiro Matemático de Rhind (matemática egípcia, cerca de 2000-1800 a.C.)[2] e o Papiro Matemático de Moscou (matemática egípcia, cerca de 1890 a.C.). Todos estes textos versam sobre o então chamado Teorema de Pitágoras, que parece ser o progresso matemático mais amplamente difundido depois da aritmética básica e da geometria.
A contribuição greco-helênica refinou grandiosamente os métodos (especialmente através da introdução do raciocínio dedutivo e do rigor matemático em provas) e expandiu o tema da matemática, isto é, aquilo de que ela trata [3]. O estudo da matemática como um tópico em si mesmo começa no século VI antes a.C. com os pitagóricos, os quais cunharam o termo "matemática" a partir do termo μάθημα (mathema) do grego antigo, significando, então, "tema do esclarecimento"[4]. A matemática chinesa fez contribuições já muito cedo, incluindo o sistema de notação posicional[5][6]. O sistema númerico indo-arábico e as regras para o uso de suas operações, atualmente em uso no mundo todo, foi provavelmente desenvolvido em torno da virada do primeiro milênio d.C. na Índia e transmitido ao Ocidente através da matemática islâmica [7][8]. A matemática islâmica, por sua vez, desenvolveu e expandiu a matemática conhecida destas civilizações[9]. Muitos textos gregos e árabes sobre matemática foram então traduzidos ao latim, o que contribuiu com o desenvolvimento da matemática na Europa medieval.
Dos tempos antigos à Idade Média, a eclosão da criatividade matemática foi frequentemente seguida por séculos de estagnação. Começando na Itália Renascentista, no século XVI, novos progressos da matemática, interagindo com as novas descobertas científicas, foram realizados de forma crescente, continuando assim até os dias de hoje.

Índice

 [esconder]

[editar]Pré-história da matemática

osso de Ishango, datado de provavelmente 18000 a 20000 a.C.

A origem do pensamento matemático jaz nos conceitos de número, magnitude e forma [10]. Estudos modernos da cognição animalmostraram que tais conceitos não são unicamente humanos. Eles teriam sido parte da vida cotidiana de sociedades de indivíduos caçadores-coletores. Ademais, que o conceito de número tenha se desenvolvido paulatinamente ao longo do tempo, isto fica evidente com o fato de que algumas línguas atuais preservam a distinção entre "um", "dois" e "muitos", mas não em relação a números maiores do que dois [10].
O objeto matemático reconhecido como possivelmente o mais antigo é o osso de Lebombo, descoberto nos Montes Libombos, naSuazilândia, e datado de aproximadamente 35000 anos a.C [11][12]. Tal osso consiste em 29 entalhes feitos em uma fíbula (ou perônio) de umbabuíno[13][14]. Também foram descobertos artefatos pré-históricos na África e na França, datados de entre 35000 e 20000 anos atrás[15], os quais sugerem tentativas arcaicas de quantificação do tempo[16]. No livro How Mathematics Happened: The First 50,000 Years (sem versão em português), por exemplo, Peter Rudman argumenta que o desenvolvimento do conceito de números primos apenas pôde ter surgido depois do conceito de divisão, a qual é por ele datada de após 10000 a.C., sendo que os números primos provavelmente não eram entendidos até em torno de 500 a.C. Ele também escreve que "não foi feita nenhuma tentativa de explicar por que razão uma talha de alguma coisa deve apresentar múltiplos de dois, números primos entre 10 e 20 e alguns números que são quase múltiplos de 10."[17].
osso de Ishango, descoberto perto das cabeceiras do Rio Nilo (Congo do nordeste), pode possuir algo como 20000 anos de existência e consiste em uma série de talhas marcadas em três colunas ao longo do comprimento do osso. As interpretações mais habituais a respeito de tal osso dizem que ele mostra ou a mais antiga demonstração conhecida de sequências de números primos[14] ou então um calendário lunar de seis meses[18]. Há também egípcios do período pré-dinástico do quinto milênio a.C. que representaram pictoricamente as figuras geométricas. Além disso, reivindica-se que os monumentos megalíticos presentes na Inglaterra e na Escócia, datados do terceiro milênio a.C., incorporam em suas formas ideias tais como a de círculo, a de elipse e os triplos pitagóricos[19].

[editar]Introdução

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Papiro de Rhind do Antigo Egipto, cerca de 1.650 a.C.
Matemática é uma ciência que foi criada a fim de contar e resolver problemas cujas existências tinham finalidades práticas. Teorias das mais complexas contadas por matemáticos sobrevoaram a mente humana de como a matemática foi criada.
Essa ciência difícil e com complexidades pós o conhecimento humano foi criada a partir dos primeiros seres racionais, há milhões de anos dos Homo sapiens. Ela foi criada com o intuito de inventar uma lei sobre todas as quais ela é soberana e determina o possível e o impossível com uma questão de lógica. Essa lógica serviu para os primeiros raciocínios, desde trocas à vendas, de que nossos ancestrais necessitavam.
Até mesmo hoje, ela supera todas as ciências em necessidade humana, chegando até a superar a necessidade de se comunicar por meio de um idioma compreensível de tal região.
A matemática foi, é, e será uma grande necessidade humana. Nossos ancestrais também necessitavam de conhecimento dentre os quais poderiam se comunicar, comerciar e trocar. Desde aí, os princípios básicos do início da matemática foram se aperfeiçoando.
Poucos milênios antes de Cristo, a inteligência humana se desenvolveu mais, e a necessidade de uma ciência complicada para resolver desde os mais simples problemas até grandes vendas também.
Os grandes matemáticos surgiram antes de Cristo e depois de Cristo, inventando novas fórmulas, soluções e cálculos.
A inteligência do homem era algo tão magnífico, que a matemática evoluiu mais rápido do que as próprias conclusões e provas matemáticas do homem.
Adição, subtração, multiplicação, divisão, raiz quadrada, potência, frações, razões, equações, inequações, termos, leis, conjuntos, etc, todos esses princípios e centenas de milhares de outros estavam dentro da ciência complexa, difícil, explicável e lógica que se chamava Matemática.
Antigos acreditavam que a soma de duas unidades de algo, somado a mais outras duas unidades de algo, daria quatro. Comprovado pela matemática de sumérios, os primeiros grandes astrônomos e filósofos deram o essencial a essa complexidade. Vários povos se destacaram, como os egípcios, sumérios, babilônios e gregos. Grandes mentes surgiram e inventaram outros princípios mais complexos e mais difíceis.

[editar]Referências

  1.  J. Friberg, "Methods and traditions of Babylonian mathematics. Plimpton 322, Pythagorean triples, and the Babylonian triangle parameter equations", Historia Mathematica, 8, 1981, pp. 277—318.
  2.  Neugebauer, Otto. The Exact Sciences in Antiquity. 2 ed. [S.l.]: Dover Publications, 1969. Chap. IV "Egyptian Mathematics and Astronomy", pp. 71–96.
  3.  Sir Thomas L. Heath, A Manual of Greek Mathematics, Dover, 1963, p. 1: "In the case of mathematics, it is the Greek contribution which it is most essential to know, for it was the Greeks who first made mathematics a science."
  4.  Heath. A Manual of Greek Mathematics. [S.l.: s.n.].
  5.  George Gheverghese Joseph, The Crest of the Peacock: Non-European Roots of Mathematics,Penguin Books, London, 1991, pp.140—148
  6.  Georges Ifrah, Universalgeschichte der Zahlen, Campus, Frankfurt/New York, 1986, pp.428—437
  7.  Robert Kaplan, "The Nothing That Is: A Natural History of Zero", Allen Lane/The Penguin Press, London, 1999
  8.  "The ingenious method of expressing every possible number using a set of ten symbols (each symbol having a place value and an absolute value) emerged in India. The idea seems so simple nowadays that its significance and profound importance is no longer appreciated. Its simplicity lies in the way it facilitated calculation and placed arithmetic foremost amongst useful inventions. the importance of this invention is more readily appreciated when one considers that it was beyond the two greatest men of Antiquity, Archimedes and Apollonius." - Pierre Simon Laplace http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/HistTopics/Indian_numerals.html
  9.  A.P. Juschkewitsch, "Geschichte der Mathematik im Mittelalter", Teubner, Leipzig, 1964
  10. ↑ a b (Boyer 1991, "Origins" p. 3)
  11.  http://mathworld.wolfram.com/LebomboBone.html
  12.  Osso de Lebombo.
  13.  Osso de Lebombo.
  14. ↑ a b Williams, Scott W. (2005). The Oldest Mathematical Object is in SwazilandMathematicians of the African Diaspora. SUNY Buffalo mathematics department. Página visitada em 2006-05-06.
  15.  An old mathematical object
  16.  Mathematics in (central) Africa before colonization
  17.  Rudman, Peter Strom. How Mathematics Happened: The First 50,000 Years. [S.l.]: Prometheus Books, 20007.
  18.  Marshack, Alexander (1991): The Roots of Civilization, Colonial Hill, Mount Kisco, NY.
  19.  Thom, Alexander, and Archie Thom, 1988, "The metrology and geometry of Megalithic Man", pp 132-151 in C.L.N. Ruggles, ed.,Records in Stone: Papers in memory of Alexander Thom. Cambridge Univ. Press. ISBN 0-521-33381-4.

[editar]Ver também

[editar]Ligações externas


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